Não
seria maravilhoso se pudéssemos ouvir a voz
de Deus nos chamando pelo nome? Não seria ótimo
se Ele fosse uma companhia tão próxima que pudéssemos
nos sentar juntos e conversar longamente sobre
nossas lutas e sonhos?
1.
ACESSO ILIMITADO A JESUS
Acredite
se quiser, mas podemos nos aproximar mais de
Jesus agora do que quando Ele vivia entre nós
como uma pessoa visível. Ter a Cristo em carne
e osso em nossa cidade seria maravilhoso, é
claro, mas pense nas imensas multidões se acotovelando
para se aproximarem dEle. Pense em quanto tempo
seria necessário para atender a todos. Talvez,
o máximo que conseguiríamos em toda a nossa
vida seria alguns minutos de conversa face a
face.
Cristo
deseja cultivar um relacionamento pessoal com
cada um de nós. Essa é uma razão pela qual Ele
deixou esse planeta para exercer um ministério
especial no céu. Esse ministério permitiria
que Ele se aproximasse de nós a cada dia. Por
não ser limitado a um lugar apenas como Ele
era quando estava aqui na terra, através do
Espírito Santo, Jesus está próximo o suficiente
para guiar a vida de qualquer pessoa que deseje
isso.
Que
promessa encorajadora Jesus fez pouco antes
de subir aos céus?
"E EU ESTAREI SEMPRE COM VOCÊS, até o fim dos tempos". Mateus
28:20 (A não ser quando indicado, todos os textos
bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da
Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
O
que está Cristo fazendo no céu que possibilita
que Ele esteja sempre conosco?
"Portanto, visto que TEMOS UM GRANDE SUMO SACERDOTE que adentrou
os céus, JESUS, O FILHO DE DEUS, apeguemo-nos
com toda firmeza à fé que professamos, pois
não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se
das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como
nós, passou por todo tipo de tentação, porém
sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da
graça com toda a confiança, a fim de recebermos
misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude
no momento da necessidade". Hebreus 4:14-16
Veja
as garantias de ter a Jesus como nosso representante
especial no céu: "Como nós, passou por todo
tipo de tentação"; "compadecer-se de nossas
fraquezas"; "nos ajude no momento da necessidade".
Com Jesus como nosso Sumo Sacerdote não somos
mais cortados de um céu distante; Cristo pode
nos levar à própria presença de Deus. Não é
de admirar que somos instados a nos aproximar
"do trono da graça com toda a confiança".
Que
lugar Jesus ocupa no céu?
"Mas quando este sacerdote [Jesus] acabou de oferecer, para sempre,
um único sacrifício pelos pecados, assentou-se
À DIREITA DE DEUS". Hebreus 10:12
O
Cristo vivo - alguém que nos entende - é nosso
representante pessoal no trono "à direita de
Deus".
Como
a vida de Jesus O preparou para ser nosso sacerdote?
"Por essa razão era necessário que Ele se tornasse semelhante
a seus IRMÃOS em todos os aspectos para se tornar
sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação
a Deus e fazer propiciação pelos pecados do
povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo
sofreu quando tentado, ELE É CAPAZ DE SOCORRER
aqueles que também estão sendo tentados". Hebreus
2:17, 18.
Nosso
"Irmão" que partilha nossa humanidade e foi
"tentado" como nós, é agora nosso Sumo Sacerdote
à direita do Pai. Semelhante a nós, Ele entende
o nosso sofrimento. Ele já esteve faminto e
sedento, já foi tentado e já ficou exausto.
Ele já sentiu necessidade de simpatia e compreensão.
Mas,
acima de tudo, Jesus está qualificado para ser
nosso Sumo Sacerdote porque Ele morreu para
"fazer propiciação" por nossos pecados. Ele
pagou o preço por nossos pecados ao morrer em
nosso lugar. Esse é o evangelho, as Boas Novas
para todos os seres humanos em todos o lugares
e para sempre.
Um
de nossos diretores de Escola Bíblica partilhou
conosco essa experiência: "Quando a nossa filha
mais nova tinha três anos, ela prendeu seu dedo
numa cadeira de balanço, quebrando o osso. Ao
corrermos com ela para o médico, seus gritos
de dor rasgavam nossos corações. E eles também
tocaram de maneira especial o coração de nossa
filha de cinco anos. Nunca me esquecerei de
suas palavras depois que o médico tinha terminado
de cuidar do ferimento de sua irmã. Ela, soluçando,
disse: 'Papai, gostaria que isso tivesse acontecido
com o meu dedo!'".
Quando
toda humanidade foi machucada pelo pecado e
condenada a morrer eternamente, Jesus disse:
"Pai, eu gostaria que tivesse acontecido comigo".
E o Pai concedeu esse desejo a Jesus, quando
este morreu na cruz. Nosso Salvador conhece
cada agonia que temos sofrido - e muito mais!
2.
O EVANGELHO NO NOVO TESTAMENTO
Quando o povo de Israel acampou no pé do Monte Sinai,
Deus instruiu Moisés a construir um santuário
portátil para adoração, "segundo o modelo que
lhe foi mostrado no monte". (Êxodo 25:40). Aproximadamente
500 anos depois, o grande templo de pedra do
Rei Salomão substituiu o santuário portátil.
E o templo foi construído precisamente com o
mesmo modelo usado para o santuário portátil.
Quando
Deus deu a Moisés as instruções para construir
o santuário, que propósito específico Ele tinha
em mente?
"E farão um santuário para mim, e EU HABITAREI NO MEIO DELES".
Êxodo 25:8
O
pecado causou uma separação trágica entre os
seres humanos e seu Criador. O santuário foi
a maneira encontrada por Deus de mostrar como
Ele pode viver novamente conosco. O santuário,
e mais tarde o templo, se tornou o centro da
vida religiosa e da adoração nos tempos do Velho
Testamento. A cada manhã e a cada tarde as pessoas
se reuniam ao redor do santuário e entravam
em contato com Deus em oração (Lucas 1:9, 10),
clamando a promessa de Deus: "Me encontrarei
com você" (Êxodo 30:6).
O
Velho Testamento ensina o mesmo evangelho da
salvação que o Novo Testamento. Ambos retratam
a morte de Jesus por nós e o Seu ministério
como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial.
3.
O MINISTÉRIO DE JESUS POR NÓS REVELADO NO SANTUÁRIO
O
santuário e seus serviços revelam o que Jesus
está fazendo agora no templo dos céus, e o que
Ele está fazendo agora na terra para melhorar
e guiar a vida diária de cada um de nós.
Já
que o santuário terrestre era padronizado de
acordo com o céu, ele reflete o santuário celestial,
onde Cristo ministra atualmente. Êxodo 25:40
descreve os serviços e cerimônias do santuário
do deserto de forma bem detalhada. Um breve
sumário dos móveis do santuário aparece no Novo
Testamento:
"Ora a primeira aliança tinha regras para a adoração e também
um tabernáculo terreno... Na parte da frente,
chamada Lugar Santo, estavam o candelabro, a
mesa e os pães da Presença. Por trás do segundo
véu havia a parte chamada Santo dos Santos,
onde se encontravam o altar de ouro para o incenso
e a arca da aliança, totalmente revestida de
ouro. Nessa arca estavam... as tábuas da aliança
[nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos
(Deuteronômio 10:1-5)]. Acima da arca estavam
os querubins da Glória, que com sua sombra cobriam
a tampa da arca [o propiciatório]". Hebreus
9:1-5
O
santuário tinha dois compartimentos: o Lugar
Santo e o Lugar Santíssimo. Na frente do santuário
encontrava-se um pátio, que continha o altar
de holocaustos feito de bronze, no qual os sacerdotes
ofereciam sacrifícios, e a pia de bronze, no
qual eles se lavavam.
Os
sacrifícios oferecidos no altar de holocaustos
simbolizavam Jesus, que através de Sua morte
na cruz se tornou "o Cordeiro de Deus, que tira
o pecado do mundo!" (João 1:29). Quando o pecador
arrependido vinha ao altar com seu sacrifício
e confessava seus pecados, ele recebia perdão
e purificação. Da mesma maneira, hoje o pecador
também recebe perdão e purificação através do
sangue de Jesus (I João 1:9).
No primeiro compartimento ou Lugar Santo, o candelabro com sete
castiçais queimava continuamente, representando
Jesus como a "luz do mundo" que nunca falha
(João 8:12). A mesa dos pães da presença simbolizava
a satisfação que Cristo dá à nossa fome física
e espiritual, pois Ele é o "Pão da Vida" (João
6:35). O altar de incenso representava o ministério
da oração de Jesus por nós à presença de Deus
(Apocalipse 8:3, 4).
O
segundo compartimento, o Lugar Santíssimo, continha
a arca da aliança coberta de ouro. Ela simbolizava
o trono de Deus. Sua tampa da propiciação representava
a intercessão de Cristo, nosso Sumo Sacerdote,
em favor dos seres humanos pecadores que quebraram
a lei moral de Deus. As duas tábuas de pedra
nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos eram
mantidas dentro da arca. Querubins de ouro pendiam
acima da tampa da arca, de cada lado. Uma gloriosa
luz brilhava entre esses dois querubins, e isso
era um símbolo da presença visível de Deus.
Uma
cortina escondia a visão do Lugar Santo dos
sacerdotes que ministravam às pessoas no pátio.
Uma segunda cortina na frente do Lugar Santíssimo
evitava o contato dos sacerdotes que entravam
no primeiro compartimento do santuário com esse
lugar mais interno.
Quando
Jesus morreu na cruz, o que aconteceu com a
cortina?
"Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes,
de alto a baixo". Mateus 27:51
O
Lugar Santíssimo ficou exposto quando Jesus
morreu. Depois da morte de Jesus, não há nenhuma
cortina que possa ser colocada entre um Deus
santo e um crente sincero; Jesus, nosso Sumo
Sacerdote, nos introduz na presença de Deus
(Hebreus 10:19-22). Temos acesso à sala do trono
do céu porque Jesus é nosso Sumo Sacerdote à
direita de Deus. Jesus nos capacita a vir à
presença de Deus, ao coração de amor do Pai.
Por isso, aproximemo-nos sem temor.
4.
UMA REVELAÇÃO ACERCA DA MORTE DE CRISTO PARA
NOS SALVAR
Da
mesma forma que o santuário terrestre servia
como maquete do templo celestial onde Jesus
agora ministra por nós, os serviços efetuados
no santuário terrestre eram "cópia e sombra
daquele que está nos céus" (Hebreus 8:5). Mas,
há uma diferença marcante: os sacerdotes que
serviam no templo terrestre não podiam perdoar
por si mesmos os pecados, mas a cruz de Jesus
"apareceu uma vez por todas no fim dos tempos
para aniquilar o pecado mediante o sacrifício
de si mesmo". (Hebreus 9:26)
O
livro de Levítico, no Velho Testamento, descreve
em detalhe os serviços efetuados no santuário.
Os ritos cerimoniais eram divididos em duas
partes: os serviços diários e os serviços anuais
(A Lição 13 trata dos serviços anuais).
Nos
serviços diários, os sacerdotes ofereciam sacrifícios
pelo indivíduo e por toda a congregação. Quando
uma pessoa pecava, ele trazia um animal sem
defeitos como oferta pelo pecado. Colocava "a
mão sobre a cabeça do animal da oferta pelo
pecado, que... [seria] morto no lugar dos holocaustos".
(Levítico 4:29). A culpa do pecador precisava
ser transferida para o animal sem defeitos através
da confissão do pecado e da imposição de mãos.
Isso simbolizava o ato de Cristo de tomar nossa
culpa no Calvário; onde o que era sem pecado
se fez pecado por nós (II Coríntios 5:21). O
animal a ser sacrificado tinha de ser morto
e seu sangue derramado, pois apontava para o
preço final que Cristo teria de sofrer na cruz.
5.
PRA QUE O SANGUE?
"Sem derramamento de sangue não há perdão" (Hebreus
9:22). O que acontecia no santuário do Velho
Testamento apontava para o futuro, para o grande
ato de salvação feito por Cristo. Ao morrer
por nossos pecados, Ele "por Seu próprio sangue,...
entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas,
e obteve eterna redenção" por nós (verso 12).
Quando o sangue de Jesus foi derramado na cruz,
"o véu do santuário rasgou-se em duas partes,
de alto a baixo" (Mateus 27:51). Por causa do
sacrifício de Jesus na cruz, os sacrifícios
de animais não eram mais necessários.
Quando
Jesus derramou Seu sangue na cruz, Ele estava
oferecendo Sua vida perfeita como substituta
por nossos pecados. Quando o Pai e o Filho se
separaram no Calvário, o Pai virou o rosto em
angústia e o Filho morreu com o coração partido.
Deus o Filho entrou na História para tomar sobre
Si toda a maldição do pecado e para demonstrar
o quão trágico é a maldade. Com isso, Ele poderia
perdoar os pecadores sem contemporizar com o
pecado. Cristo estabeleceu "a paz pelo Seu sangue
derramado na cruz" (Colossenses 1:20).
6.
UMA REVELAÇÃO ACERCA DO TRABALHO DE JESUS
Qual
é o trabalho diário de Jesus no templo celestial?
"Portanto,
Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles
que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois
VIVE SEMPRE A INTERCEDER POR ELES". (Hebreus
7:25).
Jesus agora vive para apresentar Seu Sangue, Seu sacrifício,
em nosso favor. Ele está trabalhando agora de
maneira diligente para salvar a cada ser humano
da tragédia do pecado. Alguns de maneira errônea
assumem que, como nosso Intercessor, Jesus está
no céu suplicando a um Deus relutante que sejamos
perdoados. Na verdade, é Deus que alegremente
aceita o sacrifício de Seu filho em nosso favor.
Como
nosso Sumo Sacerdote no céu, Cristo também apela
para a humanidade. Ele trabalha para ajudar
os que estão indiferentes a prestarem mais atenção
à graça, para ajudar pecadores desesperados
a encontrarem esperança no evangelho, e para
ajudar os crentes a encontrarem mais riquezas
na Palavra de Deus e mais poder na oração. Jesus
está moldando nossa vida de acordo com os mandamentos
de Deus e nos ajudando a desenvolver um caráter
que suportará o teste do tempo.
Deus
entregou Sua vida em favor de cada pessoa que
já viveu nesse mundo. E agora, como nosso Sumo
Sacerdote ou Mediador, "Ele vive sempre" para
levar pessoas a aceitarem Sua morte por Seus
pecados. Apesar de haver reconciliado consigo
na cruz o mundo caído, Ele ainda não pode nos
salvar a não ser que aceitemos Sua graça. As
pessoas não se perderão por serem pecadoras,
mas porque se recusaram a aceitar o perdão que
Jesus oferece.
O
pecado destruiu o relacionamento íntimo que
Adão e Eva tinham com Deus. Mas Jesus, o Cordeiro
de Deus, morreu para libertar toda a humanidade
do pecado e restaurar esse companheirismo perdido.
Você já descobriu Jesus como seu Sumo Sacerdote,
Aquele que vive sempre para manter esse relacionamento
íntimo e vibrante?
A
morte sacrifical de Cristo é totalmente única.
O ministério celestial de Cristo é incomparável.
Apenas Cristo traz Deus para ficar perto de
nós. Apenas Cristo torna possível para o divino
Espírito habitar verdadeiramente em nosso coração.
Ele esvaziou-se de tudo a fim de nos tornar
completos. Ele merece um comprometimento parecido
da nossa parte. Vamos aceitá-lO por completo,
como nosso Salvador e Mestre de nossa vida.