Dicionário e Enciclopédia Bíblica
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AMARNA


Tell el-‘Amârna. Localização da antiga capital do Egipto durante o reinado de Ikhnaton (Amenhotep IV - 1381-1364 AC), situada a cerca de 320 km a sul do Cairo, na margem direita do Nilo. Quando Ikhnaton deu início à adoração monoteísta do sol, em Aten (Aton), encontrou tanta oposição em Tebes, a residência real e centro da antiga religião, que o rei acabou por transferir a capital para um novo local, ao qual ele chamou Akhetaton, “Horizonte de Aton”. O movimento terminou pouco depois da sua morte e a capital foi transferida de novo para Tebes. Ikhnaton e a sua capital de pouca duração foram esquecidas, até as suas ruínas serem redescobertas recentemente.

Em 1887, uma mulher local, ao procurar entre as ruínas alguns desperdícios que pudessem servir de fertilizante, descobriu acidentalmente o arquivo oficial dos reis Amenhotep III (1419-1381 AC) e Ikhnaton. Continha mais de 350 cartas escritas em tabuínhas de barro, sendo utilizada a grafia cuneiforme babilónica e tratava-se da correspondência entre a corte Egípcia e os reis da Babilónia, da Assíria, do Chipre, os heteus e muitos outros príncipes vassalos da Síria e da Palestina. Depois de algumas vicissitudes, as tabuínhas foram finalmente parar às mãos dos eruditos. Foram, mais tarde, descobertas ainda umas quantas tabuínhas em escavações regulares feitas em Amarna. Perto de 300 destas tabuínhas encontram-se agora no Museu de Berlim e as outras nos Museus de Londres, Cairo, Oxford, Paris e Bruxelas.

Estes documentos, denominados por Cartas de Amarna, são fontes importantes para se conhecer a história cultural e política da Ásia ocidental e do Egipto no século XIV AC e a sua descoberta foi um acontecimento de grande importância para a história do Próximo Oriente e para a arqueologia bíblica. Elas mostram que a escrita e a língua babilónica eram universalmente utilizadas no Próximo Oriente para correspondência diplomática, mesmo entre os senhores egípcios e os seus vassalos asiáticos. Vemos a grande influência da cultura babilónica sobre a Síria e a Palestina. Estas cartas mostram que os reis da Babilónia, da Assíria e de outros lugares lidavam com o Faraó egípcio de igual para igual. Revelam-nos o Egipto que, uma geração antes era a maior potência do mundo, mas que depois passou a viver num estado de inactividade e fraqueza política, não fazendo absolutamente nada para manter o seu império asiático, construído por Tutmés III e pelos seus sucessores. Falam também dos heteus, que se revelaram uma ameaça, no norte, ao usurparem os domínios egípcios na Síria, através de agressão directa e intriga. Aí se pode ver que a Síria e a Palestina, protectorados egípcios, se encontravam num estado de anarquia e de extrema fraqueza, divididas em vários reinos. Os seus governantes, que se apelidavam de reis, declaravam ser leais à coroa egípcia, mas guerreavam-se entre si, uns através de batalhas reais e os outros através de denúncias e intrigas. Vários destes príncipes aproveitavam-se da inactividade política do Egipto, durante este período, para se tornarem independentes e alargarem os seus territórios à custa dos seus vizinhos. Outra causa para a instabilidade política foi o surgimento de ‘Apiru, em quem os invasores hebreus podem ser reconhecidos. ‘Abdu-Heba, o rei de Jerusalém, queixou-se, em especial e com alguma amargura, contra a intrusão de ‘Apiru e declarou que grandes partes do país já tinham caído nas suas mãos, por traição e conquista. Outras cidades sírias e palestinianas bem conhecidas e de cujos reis as cartas também foram preservadas são Asquelom, Laquis, Geser, Megido, Aco, Tiro, Sidom, Beirute e Biblos.



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