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PLANO DE DEUS PARA O SEXO
PR.
ALEJANDRO BULLÓN
"O homem é um ser com capacidades físicas,
mentais e espirituais. Nenhuma destas capacidades atua separadamente.
As três estão estreitamente relacionadas, formando
uma unidade indivisível. Este fato contundente fica evidente
através da experiência própria, da intuição
e da revelação.
Vejamos: a experiência pessoal nos diz que todo nosso
ser está intimamente unido. O que acontece com nosso
corpo físico afeta nosso ser espiritual. Percebemos a
dor física e a dor psíquica do mesmo modo. Quando
estamos tristes parece que o corpo não quer nada com
nada. E quando estamos com algum problema físico, nos
sentimos emocionalmente mal.
Este fato também pode ser captado através da intuição.
Isso você não pode explicar, mas pode sentir. Quando
você fala, por exemplo, onde estão suas faculdades
mentais? Estão aí, elaborando os pensamentos.
E as faculdades emocionais? Também estão aí
dando força ao que você está falando. E
as faculdades físicas, onde estão? Também
estão aí, pronunciando as palavras. Você
vê? Sua unidade não pode separar-se. Intuitivamente
você sabe que é um, embora tenha diferentes tipos
de faculdades. Mas isso fica muito mais evidente através
da revelação bíblica.
O livro de Gênesis, conta, entre outras coisas, a maneira
como Deus criou o mundo, tudo que nele há e também
o ser humano. Sobre a origem do homem diz: "Então
formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou
nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma
vivente". (Gênesis 2:7)
O homem foi criado em duas etapas: primeiro Deus o formou com
terra. Depois colocou em seu nariz um sopro de vida. O resultado
foi um ser indivisível, completo e total. Os elementos
da terra fazem parte do homem, mas a terra já não
é terra. É um corpo vivo. Por outro lado, o fôlego
de vida que Deus colocou pessoalmente no homem, já não
é simples fôlego de vida. O homem não pode
transmitir essa vida através de um sopro de sua respiração.
A vida está unida a seu corpo de tal maneira que somente
pode ser transmitida através das complicadas funções
reprodutoras de seu corpo.
Do ponto de vista bíblico, as capacidades reprodutoras
não são exclusivamente físicas. Estão
inter-relacionadas com todas as outras capacidades do homem.
Por essa razão o ato sexual precisa de uma finalidade
muito mais ampla que o simples prazer físico, afinal
de contas, o ser humano sequer pode sentir prazer físico
sem o exercício de suas capacidades psíquicas
e espirituais. Quando se considera o sexo apenas como um ato
físico está se fazendo uma divisão da personalidade
humana, que, em realidade, não existe. É um erro
fatal considerar a sexualidade humana apenas como uma fonte
de prazer físico ou como uma máquina reprodutora
da espécie.
Durante séculos a igreja cristã ocidental considerou
a sexualidade humana apenas com fins reprodutores e isto levou
a sociedade a uma moralidade neurótica que define a sexualidade
como intrinsecamente má. Portanto, todo impulso sexual,
na opinião da igreja, deveria ser reprimido. Já
na época de Santo Ambrósio se havia introduzido
tais idéias. Ele afirmava que "as pessoas casadas
deviam envergonhar-se pelo tipo de vida que levavam". Os
pais da igreja ensinavam que a castidade e a abstinência
eram virtudes que todo cristão devia cultivar.
Mais tarde santo Agostinho afirmou que o sexo podia se justificar
no matrimônio, somente com a finalidade de procriar filhos,
e isso, quando era praticado com calma, controlando as emoções.
Ele afirmava que outra expressão da sexualidade era um
pecado de maior ou menor grau. Conseqüentemente, o celibato
surgiu como um ideal cristão.
Mas estes conceitos, infelizmente, mantiveram o ser humano num
cativeiro espiritual, pois o exercício de sua sexualidade
estava sempre sob suspeita. Foi daí que nasceu a estranha
tradição de que o primeiro pecado de Adão
e Eva não teria sido comer o fruto, mas ter mantido relações
sexuais.
Por isso existem hoje cristãos sinceros que acham que
as relações sexuais do matrimônio não
podem agradar plenamente a Deus e que sexo e vida espiritual
não combinam. Mas estes conceitos entram em contradição
com a própria natureza do homem. O homem não pode
se dividir para tornar-se um ser exclusivamente físico,
na hora de praticar o sexo para procriar sem permitir que as
emoções intervenham. Sentimentos, emoções,
atos físicos, em uma palavra, tudo que o homem é,
faz dele uma pessoa vivente e indivisível.
Estes conceitos, nos quais a igreja teve grande participação,
estavam errados por não serem bíblicos e precisavam
ser superados. Lamentavelmente a mudança se produziu
por meio da chamada Revolução Sexual, que trouxe
conceitos radicalmente opostos, mas igualmente errados.
Entre os primeiros que introduziram novas idéias acerca
da sexualidade humana, encontra-se o judeu austríaco
Sigmund Freud e o inglês Havelock Ellis. Freud concebeu
o sexo não como uma simples atividade genital, mas como
um impulso que impregna a personalidade completa e pode afetar
profundamente os sentimentos e as atitudes do ser humano. Ensinou
que a neurose do homem está basicamente relacionada com
a repressão sexual. Tal repressão devia ser eliminada,
porque era uma das causas fundamentais das enfermidades emocionais.
Depois vieram os ataques contra os "Tabus". O suíço
August Forel, atacou as "Supertições Místicas
e os dogmas religiosos". Em 1911 a suíça
Ellen Key publicou seu livro "Amor Matrimonial", no
qual proclamou o amor livre. Com este livro o pêndulo
ia ao extremo completamente oposto daquela moralidade rígida
e doentia que escravizou durante séculos a humanidade.
Mais tarde vieram os movimentos pela emancipação
da mulher, dentro dos quais, surgiu a emancipação
sexual feminina como uma de suas conquistas. Entramos, assim,
na era da liberdade individual em que, sexualmente, cada um
faz o que quer.
Mas essa liberdade não contribuiu em nada para fazer
a pessoa humana mais feliz, pelo contrário, trouxe um
novo cativeiro, o cativeiro da promiscuidade, da pornografia
e do erotismo.
Mas agora, vejamos, qual é o ponto de vista bíblico
com relação a sexualidade humana. Segundo o relato
bíblico de Gênesis, ao terminar Sua obra criadora...
"Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom.
Houve tarde e manhã, o sexto dia". (Gênesis
1:31)
Dentro dessa criação que era muito boa, estavam
o homem e a mulher, a quem Deus criou plenamente capacitados
para as relações sexuais. Isso também era
bom. O Velho Testamento, toda vez que se refere ao sexo, expressa-se
de modo honesto e com mente limpa. Nunca aparece como algo intrinsecamente
mau. O mais importante que pode ocorrer aos seres humanos é
tornar-se pais. Gerar filhos era uma responsabilidade que o
homem tinha diante de Deus. A vida familiar era o centro de
toda a vida social hebraica.
Tão limpo era o conceito do sexo, que a marca de identificação
como membro do povo de Deus, era colocada no órgão
sexual masculino: a circuncisão. Quando um menino hebreu
era circuncidado, aceitava-se que seu corpo e sua vida inteira
estavam a serviço de Deus. Ele não podia participar
de nenhum tipo de culto pagão quer em suas manifestações
físicas de prostituição, quer em suas manifestações
espirituais de adoração. Pertencia completamente
a Deus. Tudo que ele era devia contribuir para a edificação
do povo de Deus, inclusive sua vida sexual. Por essa razão,
gerar filhos não era simples resultado de uma relação,
mas também resultado da direta intervenção
de Deus.
O sexo, do ponto de vista bíblico, é um dom de
Deus dado ao ser humano com três propósitos: Primeiro,
com o objetivo de procriar. Disse o Senhor: ..."Sede fecundos,
multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a"... (Gênesis
1:28)
O segundo propósito é que o sexo servisse como
um veículo de unidade física, mental e espiritual
entre marido e mulher. Pois afirma o Criador: "Por isso
deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se
os dois uma só carne".
O terceiro propósito porque Deus criou o sexo e o entregou
ao ser humano, é para que fosse uma fonte de prazer físico.
Veja o que diz a bíblia: "Seja bendito teu manancial,
e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores,
e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo;
e embriaga-te sempre com as suas carícias". (Provérbios
5:18, 19)
Você vê? Aqui o Senhor fala de prazer físico.
E isso do ponto de vista divino, não está em contradição
com a espiritualidade.
Para terminar, perceba que o sexo no ser humano, deve ser um
ato físico, mental e espiritual. Desde o momento em que
o sexo é apenas um ato físico, torna-se um ato
animal, apenas instintivo e deixa de ser o sexo puro, limpo
e sagrado que Deus confiou ao ser humano.
Outro dia, procurou-me um jovem casal que, sem estar ainda casado,
praticava relações sexuais. Eles estavam perturbados
pela consciência. O sexo não lhes produzia prazer,
quer dizer, o prazer era passageiro e fugaz, depois ficava uma
sensação de amargura e vazio no coração.
Eles achavam que o moralismo que a igreja colocara na cabeça
deles, desde que eram crianças, era o grande responsável
pela situação que estavam vivendo. A verdade era
outra. Lá no fundo do coração, instintivamente,
sentiam que faltava algo. O sexo era incompleto. Nunca os satisfaria
plenamente. Sabe por quê? Porque na vida deles o sexo
era apenas um ato físico, talvez até pudesse ser
mental, mas espiritual não seria jamais, porque conheciam
a Bíblia e sabiam que aquela não era a vontade
de Deus.
A parte espiritual do sexo, é a que dá segurança
ao casal. Esse é o ponto alto da realização
humana.
Quando Jesus esteve neste mundo, trouxeram-lhe certo dia uma
mulher com a vida feita em pedaços. Tinha brincado de
sexo e tinha se machucado. O prazer físico não
bastava. Sentia-se vazia. Mas você conhece o final da
história. Seu encontro com Jesus foi o início
de uma nova experiência.
Aquela mulher tinha úlceras psicológicas na mente.
Não era feliz. Trocava de parceiros cada dia. Buscava
e não achava. O prazer físico passageiro lhe causava
uma angústia interior indefinível. Mas deixou-se
ser encontrada por Jesus nesse estado, e na presença
do Mestre enxergou, pela primeira vez, sua triste situação.
Tomou consciência de seus erros e clamou por perdão.
Você conhece bem o final da história. Jesus lhe
disse: "eu não te condeno, vai e não peques
mais."
Está você assistindo este programa com o coração
apertado? Tem você se machucado também na vida?
Não sabe o que fazer nem aonde ir? Venha a Jesus! Ele
está pronto a recebê-lo, a sarar suas feridas e
limpar o seu passado. Abra seu coração.
ORAÇÃO
Oh Pai querido! Muito obrigado porque quando criaste o ser humano,
criaste uma unidade indivisível. É maravilhosa
a máquina humana. É maravilhoso como o corpo humano
funciona, como as emoções, as faculdades espirituais
e o corpo todo estão entrelaçados. Às vezes,
nós, sem compreendermos o plano que Tu tens para nossa
vida, caminhamos por caminhos tortuosos. Às vezes vamos
contra nossa própria natureza e nos ferimos.
Neste momento,
como aquela mulher que teve um encontro com Jesus, existem pessoas
que estão clamando em seu coração por uma
nova oportunidade. A Tua graça pode reconstruir cada
pessoa. É só correr a Ti e suplicar por uma nova
oportunidade. Pai,
ouve o clamor silencioso de cada coração e responde.
Em nome e pelos méritos de Jesus. Amém |