Poesia Sobre
A Mulher Cananéia
Ela não era de Israel, era de outra nação,
Uma mãe cananéia carregando a aflição.
Sua filha em casa, sofrendo o tormento,
Oprimida pelo mal, em constante lamento.
Ouvindo que o Mestre ali transitava,
Atrás de Jesus, ela corria e clamava.
"Senhor, Filho de Davi, socorre o meu lar!
Minha filha padece, não posso esperar!"
Mas o silêncio do Mestre testava a sua fé,
E os discípulos pediam: "Manda embora essa mulher".
Jesus então falou, trazendo uma provação:
"Não é bom dar o pão dos filhos aos cachorrinhos não."
Qualquer outra pessoa viraria as costas com dor,
Mas aquela mãe conhecia o tamanho do amor.
Ela não se ofendeu, a soberba esmagou,
E com sabedoria e ternura, ao mestre explicou:
"Sim, Senhor, é verdade o que dizes na mesa,
Mas os cachorrinhos comem o que cai da grandeza..."
"Eles comem as migalhas que caem do senhor."
Ao ouvir essa resposta, o Cristo se impressionou!
Nenhum orgulho restou naquele lugar,
Apenas uma mãe disposta a se humilhar.
Jesus contemplou aquela força de pé,
E exclamou em voz alta: "Mulher, quão grande é a tua fé!"
"Seja feito contigo o que queres agora."
E o milagre correu sem nenhuma demora.
A distância não pôde o comando deter,
Em sua casa a menina sentiu o poder.
A cananéia voltou com a alma em canção,
Pois uma migalha de Cristo é uma grande libertação!