Poesia Baseada na
Parábola da Ovelha Perdida
O Bom Pastor contava o seu rebanho ao anoitecer,
Cuidando de cada uma com zelo e afeição.
Noventa e nove estavam seguras, no aprisco a recolher,
Mas faltava uma na contagem da sua mão.
Uma ovelha tola havia se desgarrado,
Ficando perdida num monte isolado.
O Pastor não pensou na sua própria segurança,
Deixou as noventa e nove no abrigo do lar,
E partiu para o deserto, movido pela esperança,
Até que a perdida conseguisse encontrar.
Caminhou entre espinhos, na noite escura e fria,
Ouvindo o balido que de longe ecoava e gemia.
Lá estava ela, ferida, à beira do abismo,
Assustada com o lobo, sem forças para andar.
O Pastor se estendeu com infinito altruísmo,
E nos seus próprios ombros a pôs a descansar.
Não bateu na ovelha, não trouxe o castigo,
Mas cobriu suas feridas com o manto de amigo.
Voltando para casa, chamou os vizinhos:
"Alegrai-vos comigo!", o Pastor celebrou.
"Achei a ovelha que errou nos caminhos,
O que estava perdido, o meu braço salvou!"
Há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende,
Do que por noventa e nove que a lei compreende!