Poesia Baseada na História do
Vaso de Alabastro
A mesa estava posta na casa de Simão,
Jesus assentado com os discípulos em comunhão.
De repente, quebrando a rotina do lugar,
Entrou uma mulher com algo precioso a carregar.
Um vaso de alabastro, raro e de grande valor,
Contendo nardo puro para o Salvador.
Sem dizer uma palavra, ela se aproximou,
Atrás dos pés de Cristo, em choro se entregou.
Suas lágrimas molhavam os pés do Senhor,
Num gesto profundo de entrega e amor.
Ela quebrou o vaso, o perfume derramou,
E com os seus cabelos, os pés dele enxugou.
O aroma do nardo a casa inteira tomou,
Mas a mente dos homens logo a criticou.
"Que grande desperdício!", Judas começou a falar,
"Esse perfume caro dava para os pobres sustentar!"
Julgavam a mulher por seu ato de adoração,
Mas Jesus repreendeu aquela murmuração.
"Deixai-a em paz", disse o Mestre com doçura,
"Ela praticou uma boa ação de ternura.
Os pobres vós tereis sempre a vos cercar,
Mas a mim nem sempre ireis encontrar.
Ela perfumou meu corpo para a sepultura,
E seu gesto será lembrado em toda criatura."
O que o mundo chamou de desperdício e perda,
Para Cristo foi a oferta mais santa e mais bela.
Ela deu o seu melhor, não guardou nada para si,
E o perfume quebrado ecoa até aqui.
Pois a vida com Cristo só tem real valor,
Quando quebramos o orgulho aos pés do Redentor!